| Cristiano Ronaldo à Bola |
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| Sexta, 12 Setembro 2008 11:10 |
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«Nunca esqueço que sou português e madeirense»
Na véspera de receber a Bota de Ouro, Cristiano Ronaldo não renega as raízes. O génio madeirense, honrado por pertencer ao clube de Eusébio e Fernando Gomes, revela que está para breve o regresso aos relvados. Cristiano Ronaldo recebe amanhã, no Funchal, a Bota de Ouro relativa ao melhor marcador dos campeonatos europeus em 2007/08. Desde ontem que os madeirenses têm ido em romaria à Rua João de Tavira, na capital do arquipélago, ver o galardão que está em exposição pública e coloca o seu conterrâneo a par de outros monstros sagrados da arte de marcar golos, uma lista ilustre que começou com Eusébio, em 1968, e teve em Francesco Totti, em 2007, o antecessor directo de Cristiano Ronaldo.
Foi
Cristiano Ronaldo a comunicar a A BOLA, membro da ESM, que agrupa
algumas das mais importantes publicações desportivas europeias, que
faria muito gosto em receber a Bota de Ouro na Madeira. O facto de o
génio do Manchester United ter acelerado a recuperação (o que é uma
excelente notícia para os amantes do futebol) levou a que a cerimónia
fosse antecipada em algumas semanas, o que inviabilizou a presença
física de várias individualidades com compromissos inadiáveis de agenda
para este fim-de-semana, nomeadamente Alberto João Jardim, Carlos
Queirós e Michel Platini.
No entanto, a cerimónia da consagração de Cristiano Ronaldo, que terá lugar no ambiente sofisticado do Hotel Savoy, será acompanhada pela comunicação social de todo o Mundo, bem como por figuras históricas do futebol português, personalidades relevantes da sociedade madeirense e dirigentes de cúpula do desporto nacional, ficará como um marco para Portugal, que terá, no sábado, o Funchal como capital desportiva.
Um génio na «sua» lâmpada
Ontem, Cristiano Ronaldo disse a A BOLA que «é um orgulho ir à Madeira
receber um prémio como a Bota de Ouro», fechando-se assim um círculo
que se iniciou na vontade do jogador, também desejoso de, com este
gesto, homenagear a memória do pai. Aliás, no discurso do sete do
Manchester United, as raízes estão sempre presentes e apesar de ter
marcado os 31 golos que lhe deram o título de rei dos marcadores ao
serviço de um emblema estrangeiro, faz questão de salientar:
«Conquistei o troféu a jogar por um clube inglês, mas nunca me esqueço
de que sou português e madeirense.»
Já na fase final da recuperação, depois de se ter submetido a delicada intervenção cirúrgica ao pé logo após o Euro 2008 (em que jogou por Portugal com evidente sacrifício físico), Cristiano Ronaldo não vê a hora de voltar à acção e conta os dias que faltam até ao regresso, que se prevê para breve: «Estou cheio de vontade de voltar a jogar, marcar golos e ajudar o Manchester United e a Selecção Nacional.» Quanto à Bota de Ouro, o maior símbolo europeu do golo, troféu desejado por todos os jogadores, Cristiano Ronaldo responde com humildade: «É uma honra estar junto a Eusébio e Gomes na galeria dos maiores goleadores da Europa.»
in: A Bola
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