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No Parque de Estacionamento do estádio Perez Rico, a casa do Hércules em Espanha, acontece uma espécie de piquenique improvisado no autocarro do Real Madrid, depois do jogo no último sábado. O cozinheiro, de seu nome Chechu, distribui bandejas de esparguete a toda a velocidade aos jogadores, sentados nos respectivos lugares, consumindo hidratos com o apetite de náufragos, saudados por uma multidão de fãs e admiradores jovens, que observavam e tentam descortinar os ídolos, atraves da janelas do autocarro. A coisa mais extraordinária deve ter sido ver Cristiano Ronaldo a comer, numa especie de reabastecimento que se seguiu na estrada do aeroporto. O Português foi um dos últimos a deixar o vestiário, brilhando num modelo de látex, para devorar uma ração reparadora de esparguete à bolonhesa A sua alegria duraria, pelo menos, mais uma hora. Cristiano tinha acabado de marcar dois golos ao Hércules, mas, entretanto em Camp Nou, o maior rival na atualidade, Leo Messi, não lhe dava tréguas. Enquanto Ronaldo era transportado de avião no regresso a Madrid, o argentino marcava o segundo golo contra o Sevilla, alimentando uma disputa sem precedentes, entre artilheiros da Liga Espanhola, numa demonstração que diz bem da classe dos atletas em causa e da sua eficácia no ataque à baliza adversária. Um facto que a a continuar com o desenvolvimento atual, será lembrado como um dos duelos mais incríveis e fantásticos, da história do futebol espanhol. Messi marcou 61 golos nos últimos 61 jogos. Cristiano Ronaldo persegue-o com 46 em 48 jogos. A este ritmo, o duelo entre Messi e Cristiano Ronaldo, produzirá números que transformarão em anedota, os confrontos que fazem história na Liga Espanhola: Langer e Bata, Zarra e Murillo Cesar Di Stefano, Puskas e Martinez, e Baltazar, Hugo Romário e Suker e Alfonso Ronaldo, Vieri e Rivaldo, Raul e Rivaldo ... A expectativa cresce e aguarda-se ansiosamente pelos próximos desenvolvimentos, que a continuarem ao mesmo ritmo, transformarão os números do passado, em cinzas, depois deste duelo contemporâneo.
Fonte: El País
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