CRISTIANO RONALDO a caminho de Zurique PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 10 Janeiro 2009 16:26
ronaldo185x1.pngCorreiodamanhã - O futebolista português Cristiano Ronaldo está a 48 horas de se tornar no futebolista mais titulado de sempre numa época. A consagração pela FIFA como melhor jogador mundial de 2008 parece uma formalidade tão esmagadora foi a superioridade de Ronaldo sobre os quatro restantes nomeados – o argentino Lionel Messi (Barcelona), os espanhóis Fernando Torres (Liverpool) e Xavi Hernandez (Barcelona) e o brasileiro Kaká (AC Milan).

O quadro de conquistas do madeirense é digno de figurar na lenda do futebol: foi campeão de Inglaterra, campeão da Europa e campeão do Mundo com o Manchester United e venceu quatro dos cinco prémios individuais mais importantes – a Bola de Ouro do bissemanário francês (revista) ‘France Football’; a Bota de Ouro para o melhor marcador europeu; o Onze de Ouro da revista francesa ‘Onze-Mondial’; e o prémio Melhor Futebolista do Ano da revista britânica ‘World Soccer’.

Só falta a aclamação da FIFA para o pleno total. Que vai acontecer e que coloca Cristiano num patamar superior ao do único jogador que tinha ganho os cinco prémios no mesmo ano – Ronaldo Nazário (Barcelona) em 1997; é que, enquanto Ronaldo, nesse ano, ganhou a Copa América, a Taça do Rei, a Supertaça Espanhola e a Taça das Taças, Cristiano em 2008 conquistou ‘apenas’ as três competições de clube mais cobiçadas do Mundo: a Liga dos Campeões, a PremierLeague inglesa e o Campeonato do Mundo de Clubes.

É óbvio, nenhum dos outros nomeados (ver caixas) apresenta credenciais capazes de esbater o favoritismo arrasador de Ronaldo; nem a ‘superforma’ de Lionel Messi desde Agosto passado justifica mais do que um aplauso de admiração sincera pelo talento do sobredotado.

Tudo indica que o escândalo do ano passado dificilmente se repetirá – Ronaldo (3º) atrás do argentino (2º) – e que o brasileiro Kaká, estranhamente nomeado depois de um ano sem títulos nem qualquer feito individual relevante, entregará o ceptro a quem mais fez por merecê-lo.

Para Cristiano, a gala de Zurique significa a consagração absoluta e a entrada na lenda do futebol com apenas 23 anos de idade. Motivo de orgulho para o País e para os adeptos portugueses, que, mais do que nunca, têm o direito de esperar que a maior motivação futebolística de Cristiano passe agora a ser a conquista de um título com a selecção nacional. (cont.)
 
CRISTIANO RONALDO EM 2008

TÍTULOS COLECTIVOS

Campeão de Inglaterra

Campeão Europeu de Clubes

Campeão do Mundo de Clubes

DISTINÇÕES INDIVIDUAIS

Bola de Ouro – ‘France Football’

Prémio FIFPro

Bota de Ouro Europeia (31 golos)

Onze de Ouro – ‘Onze-Mondial’

Melhor Futebolista do Ano – ‘World Soccer’

Melhor Jogador da Premier

Melhor Marcador da Premier (31 golos)

Melhor Jogador da Liga dos Campeões

Melhor Marcador da Liga dos Campeões (8 golos)

SELECÇÃO DE PORTUGAL

Chegou aos quartos-de-final do Euro’2008 (derrota, por 3-2, com a Alemanha).

OS OUTROS CANDIDATOS

FERNANDO TORRES

Em 2008: campeão europeu com a Espanha e autor do lance decisivo da final, o golo que derrotou a Alemanha (1-0); fez uma primeira época de sonho no Liverpool (33 golos em 46 jogos) mas não conquistou qualquer título doméstico nem passou das meias-finais da Liga dos Campeões. Na parte final do ano sofreu uma lesão que o afastou dos relvados mais de cinco semanas.

XAVI HERNANDEZ

Em 2008: maestro da Espanha campeã da Europa, foi eleito o melhor jogador do torneio pela UEFA; de facto, realizou um punhado de exibições magistrais, que compensaram a época decepcionante no Barcelona. Tal como Messi, está em grande forma desde que Pep Guardiola pôs em marcha a sua versão pessoal do ‘dream team’ idealizado por Cruyff. É um dos futebolistas mais inteligentes e cerebrais do Mundo.

LIONEL MESSI

Em 2008: foi campeão olímpico com a Argentina (longe de deslumbrar) e atingiu as meias-finais da Liga dos Campeões. A partir de Agosto, surge em grande forma no super-Barcelona de Guardiola e arrasa na Liga e na Champions. Se mantiver o ritmo, é de novo candidato ao pódio em 2009, mas é muito cedo para dizer que é o sucessor de Ronaldo. Não basta encantar, é preciso ganhar títulos sonantes...

KAKA

lEm 2008: nada a assinalar. O único que acabou a época de mãos a abanar. A nomeação do melhor do Planeta em título soa muito estranha tendo em conta, só para citar quatro exemplos, as ‘performances’ superiores de Casillas, Ibrahimovic, David Villa e Rooney. Kaká marcou 15 golos pelo Milan, que terminou o campeonato no 5.º lugar, e não passou dos ‘oitavos’ da Champions.
 
in: Correio da Manhã/André Pipa
 

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